Rostos cansados, cenário industrial e suor do trabalho. A artista pintou em 1933 a realidade laboral e diversidade étnica por meio das feições de 51 trabalhadores no quadro “Operários”. Nessa ressignificação, a mão de obra laboral da arte recebe o grande destaque, em suas conquistas e desafios.
Francisco Brinati, coordenador geral do Inverno, relata que “a ideia é que a gente possa, com essa temática de operários da Arte, trabalhar várias questões, tanto da classe artística e os direitos desses trabalhadores, que sofreram tanto com o isolamento social, quanto também dialogar com a memória afetiva dessa cidade, que teve um momento histórico marcante com as fábricas”.
Durante o século XX, grande parte da economia e da empregabilidade do município se costurava aos brins e às flanelas. E, desta vez, grande parte do evento será realizada na antiga Fiação e Tecelagem João Lombardi, uma das fábricas remanescentes do período áureo da indústria têxtil regional.
Em breve, a Fábrica Brasil não fará mais parte do cenário são-joanense, mas a memória permanece. André Frigo, jornalista e escritor de São João del-Rei, reforça a importância da utilização da fábrica como palco do Inverno Cultural e as histórias dos operários como fio narrativo. “Levar o evento para dentro da fábrica faz um resgate da importância do operário e, ao mesmo tempo, chama a atenção para um patrimônio que faz parte da história de São João.”
* O 34° Inverno Cultural UFSJ acontece de 8 a 16 de julho em São João del-Rei, Divinópolis, Ouro Branco e Sete Lagoas. Acompanhe nossas redes sociais – logo vai sair a programação!!
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Mais informações em: https://www.ufsj.edu.br/proex/inverno_cultural.php